Um encontro inesperado que trouxe paz

De verdade, nem sei como começar, porque até eu estou chorando enquanto escrevo.

Mas vamos lá…

Acordei às 07h30, numa gelada manhã de terça-feira (16), mais conhecida como hoje. Tomei meu café e, mesmo com esforço, fui andando até a administração para resolver uma questão de recebidos.

Tenho imensas dificuldades de locomoção, ainda mais porque a administração fica a 1 km do meu apartamento, em uma subida muito íngreme. Pelas minhas limitações físicas, “presentes” dos sucessivos AVCs que me marcaram, cada passo é um desafio. Na verdade, nem sei por que estava indo, já que há sete anos conto com um senhor que faz esse tipo de trabalho externo para mim.

Mas, por alguma razão, resolvi ir…

Na volta, mais lento do que uma tartaruga cansada, encontrei dona Sílvia e sua cadelinha. Curiosamente, em meio a 40 prédios que compõem meu condomínio, nunca havíamos nos cruzado.

Logo percebi em seu olhar um certo ar de choro, como se a alma carregasse algo pesado demais.

Com muito cuidado, entre idas e vindas de conversas aleatórias, perguntei o que a afligia.

Foi então que, com o olhar de quem acabara de ver um fantasma, ela desabafou: sua melhor e única amiga, uma mulher riquíssima de 40 anos, solteira, sem parentes próximos, havia descoberto na semana passada um câncer no cérebro.

Naquele instante, estagnei. Olhei para o chão, chorei, e quem me conhece sabe como sou emotivo, respirei fundo e disse:

Silvia, Ele é Deus. E mesmo que ela não seja curada, Ele ainda é Deus. O maior milagre é que, mesmo sem milagre, ainda possamos confiar nEle.

Digo há mais de 25 anos que todo cristão deve, obrigatoriamente, ler três livros:
Tá Doendo,
Perdão, a Encarnação da Graça
e O Drama de Absalão.

Por acaso, ou talvez não, os três foram escritos pelo reverendo Caio Fábio.

Para mim, em foro íntimo, essas obras são leituras indispensáveis para todo aquele que se diz cristão. Não são apenas livros, mas verdadeiras chaves que abrem janelas para a alma. Tenho convicção de que irão revolucionar a maneira como você pensa, sente e enxerga a fé.

Assim que terminei, ela desabou em lágrimas convulsivas. Nos abraçamos, e acrescentei:

Moro no bloco xx. Venha comigo, porque essa frase é de um livro chamado Tá Doendo, do reverendo Caio Fábio. Ele fará um bem enorme à alma de sua amiga. Eu o tenho em minha biblioteca e quero que você o leve para ela.”

O restante do que aconteceu não importa.

O que importa é que esse encontro fez um bem imenso à minha alma. E, na hora de se despedir, ela disse com os olhos marejados:

Deus é maravilhoso. Estou pacificada pela paz. Hoje encontrei um anjo do Senhor nesta manhã.

E então, chorei ainda mais…

Léo Vilhena


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